11.05
– Leste: Cracóvia
Hoje
o dia amanheceu nublado e frio. Acordamos cedo para conhecer mais de Cracóvia.
As
comparações são inevitáveis, a praça principal da Cidade Velha, com cafés é
muito parecida com a de Praga, porem maior. O castelo no alto da colina Wawel
sobre um rio, é como o de Budapeste, porem mais antigo.
A
cidade é linda, com muita historia pra contar. Passamos pelo Castelo real e a
catedral. Lá que Karol Wojtyla, rezava suas missas quando sacerdote de
Cracóvia. Ele é muito amado aqui, pela cidade há varias estatuas em sua
homenagem. Fomos também na casa onde morava e na universidade que estudou,
antes de ir para o seminário.
Fomos
ainda ao bairro judeu, lugar que nos reporta a invasão nazista em 1939.
Conhecemos a antiga fábrica de esmaltados de Oskar Schindler, que foi retratado
no filme “A Lista de Schindler”. Hoje é um museu, com exposições que são tanto
informativas quanto comoventes. Ele salvou mais de mil judeus dos campos de
concentração. Em frente a fabrica, a frase: “Aquele que salva uma vida salva o
mundo inteiro".
Almoçamos
pela praça e a tarde fomos ao Campo de concentração de Auschwitz. Neste momento
o grupo se dividiu, nem todos quiseram ir. Alguns ficaram pela cidade velha e
outros seguiram para Auschwitz. O dia continuava cinza e frio, o sol realmente
não combina com este lugar. Lá foram mortos 1.400 milhões de pessoas, 90%
judeus. A quem diga que este número passa de 4 milhões, mas não ha registros.
Foi construído em 1940, com o objetivo de abrigar presos políticos poloneses,
logo tornou-se um campo de extermínio. Um lugar horrível, mas que todas as
pessoas deveriam ter oportunidade de conhecer. É impressionante como o ser
humano pode ser tão maravilhoso e como as vezes é capaz de tantas atrocidades.
Deixar essas lembranças vivas e não esquecê-las é uma vitória, pela qual Hitler
não esperava!
Amanha
seguimos para Varsóvia!
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